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CASO Nº0713 Confirmado

Diário do sono: como registar os episódios de paralisia

Quando uma experiência assusta, a tendência é querer esquecê-la depressa. Mas se a paralisia do sono te acontece com alguma regularidade, fazer precisamente o contrário, ou seja, registar cada episódio, pode ser uma das coisas mais úteis que tens ao teu alcance.
Um diário do sono é simples: um caderno na mesa de cabeceira ou uma nota no telemóvel onde apontas, todos os dias, como dormiste. O objetivo não é escrever páginas, é juntar dados que, com o tempo, mostram padrões que de outra forma passariam despercebidos.
O que vale a pena registar:
• A hora a que te deitaste e a que acordaste.
• Se houve episódio, a que horas foi e quanto tempo pareceu durar.
• A posição em que estavas quando aconteceu.
• O que viste, ouviste ou sentiste, descrito de forma breve.
• O que jantaste, se bebeste álcool ou café e a que horas.
• O nível de stress ou cansaço desse dia, numa escala de 1 a 5.
Ao fim de algumas semanas, é frequente perceberes ligações. Há quem descubra que os episódios aparecem sobretudo depois de noites curtas, nas sestas longas da tarde, em fases de exames ou de trabalho intenso, ou quando dorme de costas. Esta informação ajuda-te a ajustar hábitos de forma concreta.
O diário tem ainda outra vantagem: tira algum poder ao medo. Escrever o que aconteceu, com calma e à luz do dia, transforma um momento de terror numa experiência que se observa e se compreende. Muitas pessoas dizem que, ao fim de algum tempo, os episódios deixam de as assustar tanto.
Se decidires falar com um médico, leva o diário contigo. Um registo de várias semanas é muito mais útil numa consulta do que uma descrição feita de memória. E, se os episódios forem muito frequentes ou houver sonolência forte durante o dia, essa consulta é mesmo recomendável.
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