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CASO Nº0707 Confirmado

Paralisia do sono no cinema e nos documentários

Um quarto escuro, uma pessoa imóvel na cama e uma figura que se aproxima devagar. Não é preciso muito mais para criar terror, e o cinema percebeu isso. Nos últimos anos, a paralisia do sono passou de tema quase desconhecido a fonte de inspiração para vários filmes e documentários.
A obra mais marcante é o documentário "The Nightmare", de 2015, realizado pelo norte-americano Rodney Ascher e estreado no festival de Sundance. O filme acompanha várias pessoas que sofrem de paralisia do sono e reconstitui, com atores, aquilo que elas contam ver durante os episódios: sombras, vultos, figuras de chapéu. O resultado é um documentário que parece um filme de terror e que deixou muitos espectadores com medo de adormecer.
Na ficção, a paralisia do sono serviu de ponto de partida a vários filmes de terror. "Dead Awake", de 2016, gira em torno de uma entidade que ataca quem sofre de paralisia. "Mara", de 2018, com Olga Kurylenko, recupera diretamente o nome do demónio nórdico que dá origem à palavra inglesa "nightmare". "Slumber", de 2017, explora a mesma ideia de uma criatura que se alimenta de quem dorme.
Muito antes do cinema, a pintura já tinha fixado a imagem. O quadro "O Pesadelo", de Henry Fuseli, pintado em 1781, mostra um pequeno demónio sentado sobre o peito de uma mulher adormecida. É provavelmente a representação mais famosa de sempre de um episódio de paralisia do sono, e continua a aparecer em livros e documentários sobre o tema.
Estas obras têm um efeito duplo. Por um lado, dão a conhecer um fenómeno de que muita gente nunca tinha ouvido falar, e há quem descubra assim que não está sozinho. Por outro, reforçam a associação ao terror e podem aumentar o medo de quem já tem episódios.
Se gostas do género, vale a pena ver "The Nightmare" com espírito crítico. E se a paralisia do sono te acontece com frequência, talvez seja melhor não o ver antes de dormir.
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