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CASO Nº0691 Confirmado

Paralisia do sono em crianças e adolescentes: o que os pais devem saber

Quando um filho conta que acordou de noite sem se conseguir mexer e que viu "alguém" no quarto, a reação natural dos pais é preocupação. Pode ter sido um pesadelo, mas também pode ter sido um episódio de paralisia do sono, que é mais comum em idades jovens do que se pensa.
Os primeiros episódios surgem com frequência na adolescência. Não é difícil perceber porquê: nesta fase o relógio biológico muda, os jovens tendem a deitar-se mais tarde, mas continuam a ter de acordar cedo para a escola. Juntam-se os ecrãs à noite, os testes, as pressões sociais — tudo ingredientes para noites curtas e sono fragmentado.
Em crianças mais pequenas, os episódios são menos descritos, e muitas vezes confundem-se com outras perturbações, como os terrores noturnos. A diferença é importante: nos terrores noturnos a criança grita e agita-se mas não se lembra de nada no dia seguinte; na paralisia do sono está consciente, imóvel, e recorda a experiência com pormenor.
Como ajudar:
• Ouvir sem desvalorizar nem assustar ainda mais.
• Explicar, com palavras simples, que é o corpo que "acorda devagar" e que passa sozinho.
• Rever a rotina: hora de deitar regular e horas de sono suficientes para a idade.
• Tirar telemóveis e tablets do quarto à noite.
• Ensinar uma estratégia simples para o momento, como mexer um dedo e respirar devagar.
Histórias sobre demónios ou "visitas" contadas por amigos ou encontradas na internet podem aumentar muito o medo. Uma explicação calma costuma ser o melhor remédio.
É aconselhável falar com o pediatra ou com o médico de família se os episódios forem frequentes, se o jovem tiver muito sono durante o dia, adormecer nas aulas, tiver perdas súbitas de força muscular com emoções fortes, ou se o medo começar a afetar a escola e o bem-estar.
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