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CASO Nº0690 Confirmado

Quando procurar um médico por causa da paralisia do sono?

Na maior parte das pessoas, a paralisia do sono é um episódio isolado ou esporádico, assustador mas sem consequências. Ainda assim, há situações em que faz sentido pedir ajuda médica. Saber distingui-las evita tanto o pânico desnecessário como o desleixo.
O primeiro sinal de alerta é a frequência. Se os episódios acontecem várias vezes por semana ou por mês, durante bastante tempo, merecem ser falados numa consulta. O segundo é o impacto: se tens medo de ir para a cama, evitas dormir ou andas cansado por causa disto, a tua qualidade de vida está a ser afetada.
Há também sinais que podem apontar para outra perturbação do sono. A paralisia do sono é um dos sintomas conhecidos da narcolepsia, uma doença neurológica que afeta a regulação do sono e da vigília. Merecem atenção:
• Sonolência intensa durante o dia, mesmo depois de dormir bem.
• Adormecer de repente em situações do dia a dia.
• Perda súbita de força muscular ao rir, ao ficar surpreendido ou emocionado.
• Alucinações frequentes ao adormecer ou ao acordar.
• Sono noturno muito interrompido.
Ressonar alto, pausas na respiração durante a noite ou acordar com sensação de sufoco podem, por sua vez, sugerir apneia do sono, que também fragmenta o descanso.
Estes sinais não significam que haja uma doença — só um médico pode avaliar. O mais habitual é começar pelo médico de família, que poderá encaminhar para uma consulta de medicina do sono. Pode ser pedido um diário do sono ou exames como a polissonografia.
Também vale a pena procurar ajuda se os episódios surgirem associados a ansiedade intensa, a um trauma recente ou a mudanças de medicação.
Levar notas ajuda muito: quando acontecem os episódios, quantas horas dormes, o que sentes. E não há motivo para vergonha — os profissionais de saúde conhecem bem este fenómeno.
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