Estás acordado, mas preso. O corpo não responde e cada segundo parece durar uma eternidade. O que se pode fazer naquele momento? Não existe um botão mágico, mas há estratégias que muitas pessoas consideram úteis para atravessar o episódio com menos sofrimento.
A primeira regra parece contraditória: não lutar. Tentar levantar o corpo todo à força costuma aumentar o pânico e a sensação de sufoco. Os músculos grandes estão "desligados" e não vão responder de imediato.
Em vez disso, experimenta:
• Concentrar-te num movimento pequeno — mexer um dedo da mão, os dedos dos pés ou fazer uma careta. Os músculos mais pequenos costumam recuperar primeiro.
• Mexer os olhos de um lado para o outro, já que continuam a funcionar.
• Controlar a respiração: inspirar devagar pelo nariz e expirar ainda mais devagar. A respiração está a funcionar, mesmo que não pareça.
• Tossir ou tentar engolir, gestos que por vezes ajudam o corpo a "acordar".
Depois, trabalha a parte mental. Repete para ti mesmo uma frase simples, como "isto é paralisia do sono, vai passar". Saber o que está a acontecer é uma das ferramentas mais poderosas. Se surgirem vultos ou vozes, tenta lembrar-te de que são produzidos pelo cérebro em modo de sonho e que desaparecem assim que o corpo acorda.
Há quem prefira o caminho oposto: em vez de tentar sair, relaxar e deixar-se voltar a adormecer. Para algumas pessoas, isto encurta o episódio.
Quem partilha a cama pode combinar um sinal: se o outro notar respiração estranha ou pequenos sons, basta tocar-lhe ou chamá-lo pelo nome.
Quando o episódio termina, senta-te, acende uma luz e muda de posição antes de voltar a dormir, de preferência de lado. Se os episódios forem muito frequentes ou te deixarem com medo de adormecer, fala com um médico.
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