A paralisia do sono pode acontecer a qualquer pessoa, mas os estudos mostram que há grupos onde é bastante mais comum. Perceber quem está mais exposto ajuda a desfazer a ideia de que é algo raro ou reservado a pessoas "escolhidas".
Uma revisão de estudos publicada em 2011 pelos investigadores Brian Sharpless e Jacques Barber estimou que cerca de 7,6% da população geral terá pelo menos um episódio na vida. Nos estudantes, o valor subia para cerca de 28%, e em pessoas com perturbações psiquiátricas para perto de 32%.
Os grupos em que a paralisia do sono aparece com mais frequência são:
• Estudantes, sobretudo em épocas de exames e noites mal dormidas.
• Trabalhadores por turnos e pessoas com horários de sono irregulares.
• Pessoas com ansiedade, ataques de pânico ou stress pós-traumático.
• Pessoas com outras perturbações do sono, como a narcolepsia ou a apneia do sono.
• Quem dorme habitualmente de barriga para cima.
A idade também conta. Os primeiros episódios surgem muitas vezes na adolescência ou no início da idade adulta, uma fase de mudanças no ritmo do sono e de noites mais curtas. Há igualmente indícios de alguma componente familiar: estudos com gémeos sugerem que a genética pode ter um papel.
Quanto a homens e mulheres, os resultados variam de estudo para estudo, e não há uma diferença clara e constante.
A cultura influencia sobretudo a forma como a experiência é vivida e contada. Em países onde existe uma figura tradicional associada ao fenómeno — como a Pesadeira em Portugal ou o "kanashibari" no Japão —, as pessoas tendem a reconhecer mais facilmente o que lhes aconteceu.
Se te revês num destes grupos e os episódios são frequentes, cuidar do sono é o primeiro passo. E se houver sonolência intensa durante o dia ou outros sinais estranhos, um médico pode ajudar a perceber se há algo mais por trás.
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