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CASO Nº0677 Em Investigação

Pode uma súcuba ser "expulsa"? O que dizem as várias tradições

Para quem acredita que é visitado por uma súcuba, a pergunta mais urgente é simples: como fazer com que pare? A resposta depende muito da tradição a que se pergunta — e todas elas, curiosamente, começam por recomendar prudência.
Na Igreja Católica, o exorcismo solene é um rito reservado, que só pode ser feito por um sacerdote com autorização expressa do bispo. O ritual atual foi revisto e publicado em 1999, e as orientações pedem que, antes de qualquer conclusão, se exclua uma causa médica ou psicológica. Na maior parte dos casos, o que se propõe é mais simples: confissão, oração, bênção da casa e acompanhamento espiritual.
No judaísmo, a proteção contra forças noturnas passa pela oração antes de dormir, pela mezuzá na porta e, tradicionalmente, por amuletos com nomes de anjos. O islão fala da ruqya, a recitação de versículos do Corão, como o Versículo do Trono e as duas últimas suratas, sobre a pessoa ou a casa.
Nas igrejas evangélicas é comum o chamado "ministério de libertação", com oração em grupo e imposição de mãos. Já nas tradições populares portuguesas, recorria-se à benzedeira, a rezas próprias para "tirar o mal" e a defumações com alecrim ou arruda.
Há um ponto em que quase todos concordam: o medo alimenta o problema. Muitas tradições insistem na calma, na fé e na rotina, e não em rituais dramáticos feitos por conta própria.
A ciência lembra que a maioria destas "visitas" corresponde a episódios de paralisia do sono com alucinações, que costumam diminuir quando se melhora o sono e se reduz o stress. Se as experiências forem frequentes, causarem grande angústia ou vierem acompanhadas de sonolência forte durante o dia, é importante falar com um médico.
Fé e medicina não têm de se excluir. Muitas pessoas encontram alívio precisamente quando juntam as duas.
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