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CASO Nº0674 Confirmado

Súcubos na arte: pinturas e gravuras famosas

A súcuba é um tema difícil de pintar: vive nos sonhos, muda de forma e, por definição, não se deixa ver. Mesmo assim, vários artistas tentaram dar-lhe corpo, e algumas dessas obras tornaram-se imagens célebres da história da arte.
A mais famosa de todas é "O Pesadelo" ("The Nightmare"), de Henry Fuseli, pintada em 1781. Mostra uma mulher adormecida, com um íncubo sentado sobre o peito e uma cabeça de cavalo a espreitar por entre as cortinas. Fuseli voltou ao tema várias vezes e, em 1793, pintou uma variação em que a criatura abandona o leito de duas raparigas adormecidas.
Muito antes, Miguel Ângelo representou no teto da Capela Sistina, pintado entre 1508 e 1512, a tentação de Adão e Eva com uma serpente de tronco feminino. Muitos estudiosos associam esta figura à tradição de Lilith, ainda que a identificação seja interpretação e não algo afirmado pelo artista.
O século XIX retomou o tema com entusiasmo. Dante Gabriel Rossetti pintou "Lady Lilith" (1866-1868), uma mulher de longos cabelos ruivos que se penteia diante do espelho, símbolo de uma beleza fatal. John Collier, em 1887, mostrou uma Lilith nua envolvida por uma serpente. John William Waterhouse pintou a lendária "Lamia" em 1905 e 1909, inspirado no poema de Keats.
No campo da gravura, Francisco de Goya incluiu nos "Caprichos" (1799) várias cenas de bruxas, demónios e criaturas noturnas, entre elas a famosa "O sono da razão produz monstros", que muitos leem como um retrato do medo que nasce no sono.
Estas obras não pretendem provar a existência de súcubos. Mostram antes como os artistas transformaram um medo antigo em imagens de desejo, pesadelo e culpa que continuam a inquietar quem as observa.
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