Súcuba é o nome genérico, mas a tradição esotérica judaica e a demonologia europeia foram dando rostos e nomes próprios a estas figuras. Esta entrada reúne os principais, com a indicação de onde vem cada um.
Lilith é a mais conhecida. Tem raízes nos espíritos femininos da noite da Mesopotâmia, as "lilītu", aparece uma única vez na Bíblia hebraica (Isaías 34:14) e ganhou a sua lenda completa no "Alfabeto de Ben Sira", texto medieval que a apresenta como primeira mulher de Adão. Na Cabala tornou-se companheira de Samael e mãe de inúmeros demónios.
Naamah surge na Bíblia como irmã de Tubalcaim (Génesis 4:22), sem nada de demoníaco. Foi a tradição rabínica posterior e, sobretudo, o "Zohar" que a transformaram numa sedutora que desencaminha homens e espíritos.
Agrat bat Mahlat aparece no Talmude babilónico (tratado Pesachim, 112b), onde se conta que andava pelas noites de quarta-feira e de sábado acompanhada por uma enorme multidão de anjos destruidores, até que um sábio, Hanina ben Dosa, lhe limitou o poder.
Eisheth Zenunim, cujo nome significa literalmente "mulher de prostituição", completa o grupo. No século XIII, o cabalista Isaac ha-Kohen, no chamado "Tratado da Emanação da Esquerda", e textos cabalísticos posteriores organizaram estas figuras como rainhas ou esposas de grandes demónios.
Na demonologia cristã, a hierarquia foi pensada de outra forma. Os tratados dos séculos XV a XVII preocupavam-se menos com nomes próprios e mais com funções: a súcuba era um demónio que tomava forma feminina, independentemente da sua posição no inferno.
É importante sublinhar que estas "hierarquias" não formam um sistema único. Variam de autor para autor e de época para época, e muitas listas modernas misturam fontes sem critério. Para quem estuda o tema, a regra é simples: procurar sempre a origem de cada nome.
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