Estás deitado, a luz já está apagada, e de repente tens a certeza de que não estás sozinho. Ninguém entrou, não ouviste a porta, mas sentes alguém ali, a observar. É uma das sensações mais inquietantes que existem — e uma das mais comuns.
O mais importante, no momento, é não entrar em pânico. O medo acelera a respiração e o coração e torna tudo mais intenso. Respira devagar, pelo nariz, contando até quatro ao inspirar e até seis ao expirar. Se conseguires mexer-te, acende a luz. Muitas vezes, a sensação desaparece assim que o quarto fica iluminado.
Se não te conseguires mexer, é provável que estejas a viver um episódio de paralisia do sono. Nesse caso, não lutes contra o corpo: concentra-te em mexer um dedo, a ponta do pé ou os olhos. Lembra-te de que dura pouco e vai passar.
Depois do episódio, alguns passos ajudam:
• verifica o quarto com calma, para teres a certeza de que está tudo em ordem;
• bebe um copo de água e levanta-te uns minutos antes de voltares a deitar-te;
• evita ficar a ler relatos assustadores no telemóvel nessa noite;
• anota o que aconteceu, a hora e o que tinhas feito antes — ajuda a encontrar padrões.
Quem tem fé encontra conforto nos gestos da sua tradição: uma oração, o sinal da cruz, um terço ou uma imagem religiosa junto à cama. Não há nada de errado em recorrer a eles; muitas pessoas dizem que a simples sensação de proteção as ajuda a voltar a dormir.
Vale a pena olhar também para o dia a dia. Poucas horas de sono, horários irregulares, stress, álcool e ecrãs até tarde tornam estas experiências mais prováveis.
Se a sensação de presença surgir muitas vezes, também durante o dia, ou vier acompanhada de outros sintomas, como sonolência forte, ansiedade intensa ou vozes, fala com um médico. Não é sinal de fraqueza — é a forma mais segura de perceber o que se passa e de voltares a dormir descansado.
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