Há relatos que se repetem com uma precisão que impressiona. Pessoas de países, épocas e religiões diferentes, que nunca leram nada sobre o assunto, descrevem as visitas noturnas com os mesmos pormenores. É essa coincidência que alimenta, até hoje, o mistério.
O primeiro sinal é quase sempre o peso. Um aperto no peito, como se alguém estivesse sentado ou deitado por cima, acompanhado de dificuldade em respirar fundo. Muitas pessoas dizem sentir o colchão a afundar ao lado, como se alguém se tivesse sentado na beira da cama.
Depois vem o frio. Uma corrente gelada que atravessa o quarto sem janela aberta, uma zona fria junto à cama ou um arrepio que sobe pela coluna. Na tradição espírita e nas investigações paranormais, as "zonas frias" são das manifestações mais citadas.
O cheiro é o sinal mais estranho. Nos relatos ligados à demonologia fala-se de enxofre, de algo queimado ou de podridão. Noutros casos surge o contrário: um perfume doce, a flores ou a tabaco, que muitos associam a um familiar falecido.
A estes juntam-se outros elementos frequentes:
• a certeza absoluta de que há alguém no quarto, mesmo sem o ver;
• sons de passos, sussurros, zumbidos ou uma respiração junto ao ouvido;
• uma sombra ou silhueta aos pés da cama;
• a impossibilidade de gritar ou de mexer o corpo.
A ciência encontrou explicações para vários destes sinais. O peso no peito e a paralisia correspondem ao que acontece na paralisia do sono, quando os músculos continuam "desligados" da fase REM. O frio pode resultar de alterações na regulação da temperatura durante o sono, e sons e cheiros podem surgir como alucinações no limiar entre sonho e vigília.
Ainda assim, há quem sinta estes sinais completamente acordado, ou em casas onde várias pessoas relatam o mesmo. Para esses casos, a pergunta continua aberta. Se os episódios forem frequentes ou estiverem a afetar o teu descanso, vale a pena falar com um médico.
CASO Nº0638
Não Resolvido
Cheiro, frio e peso no peito: os sinais clássicos das "visitas" noturnas
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