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CASO Nº0625 Confirmado

Íncubos no cinema e nas séries: das obras de culto aos documentários

O cinema adora aquilo que não se vê. E poucas ameaças são tão invisíveis como um ser que chega enquanto dormimos. Não admira que o íncubo, de forma direta ou disfarçada, tenha inspirado alguns títulos marcantes do terror.
Um dos mais estranhos é "Incubus", de 1966, realizado por Leslie Stevens e protagonizado por William Shatner, pouco antes de se tornar famoso em "Star Trek". O filme tem uma particularidade única: foi rodado inteiramente em esperanto. Conta a história de uma súcuba que tenta corromper um homem puro, e, perto do fim, um íncubo é invocado para se vingar.
Em 1968, "A Semente do Diabo" ("Rosemary's Baby"), de Roman Polanski, levou a ideia a outro nível. Rosemary, interpretada por Mia Farrow, é vítima de uma conspiração para gerar o filho do Diabo, numa cena de pesadelo que ecoa diretamente a tradição medieval dos íncubos.
"The Entity", de 1982, realizado por Sidney J. Furie, com Barbara Hershey, mostra uma mulher atacada repetidamente por uma presença invisível. O filme baseou-se num romance de Frank De Felitta, que por sua vez se inspirou num caso dos anos 70 muito discutido nos Estados Unidos. No mesmo ano estreou "The Incubus", de John Hough, com John Cassavetes, sobre uma série de ataques numa pequena vila.
Nas séries, a figura surge muitas vezes em versão sedutora. "Lost Girl", série canadiana exibida entre 2010 e 2015, tem como protagonista uma súcuba que aprende a controlar o seu poder, num universo cheio de criaturas do folclore.
Do lado do documentário, "The Nightmare", de Rodney Ascher, lançado em 2015, reúne pessoas que sofrem de paralisia do sono e recria as suas visões. Muitos espectadores reconhecem ali, com arrepios, as mesmas figuras descritas pelos demonólogos.
Estas obras têm algo em comum: exploram o medo da intimidade violada e da impotência. É por isso que o íncubo continua tão eficaz no ecrã — toca num terror que toda a gente entende sem precisar de explicação.
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