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CASO Nº0600 Confirmado

Boca do Inferno, Cascais: quando Fernando Pessoa ajudou o maior mago do mundo a fingir a morte

Em setembro de 1930, o mais famoso ocultista do mundo encenou a própria morte à beira-mar, em Cascais. Aleister Crowley, o inglês a quem a imprensa chamava "o homem mais perverso do mundo", deixou uma cigarreira e um bilhete dramático numa fenda das rochas da Boca do Inferno, sugerindo que se atirara ao abismo onde o mar ruge. O truque foi montado com a ajuda de ninguém menos do que Fernando Pessoa, que conhecia Crowley da correspondência sobre astrologia e ocultismo e que serviu de "testemunha" e tradutor perante os jornais. Semanas depois, Crowley reapareceu vivo numa exposição em Berlim, transformando o falso suicídio num enorme golpe publicitário. O episódio da Boca do Inferno, real e documentado, uniu para sempre o maior poeta português e o maior mago do século XX num dos casos mais bizarros da história oculta de Portugal.
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