É um dos casos mais singulares e cientificamente documentados da ufologia portuguesa. Em novembro de 1959, na cidade de Évora, várias testemunhas observaram objetos estranhos no céu, e o episódio ganhou uma dimensão rara: a alegada recolha de uma substância misteriosa, o chamado "cabelo de anjo", que terá caído na sequência do avistamento.
Segundo os relatos da época, foram vistos no céu de Évora objetos não identificados, acompanhados da queda de filamentos brancos e finos, semelhantes a teias de aranha, que se depositaram em árvores, fios e edifícios. O que torna o caso especial é que parte deste material terá sido recolhido e analisado, algo invulgar nos relatos de OVNIs, que raramente deixam vestígios físicos.
O fenómeno do "cabelo de anjo" — filamentos que caem do céu, por vezes associados a avistamentos de objetos luminosos — está documentado em vários pontos do mundo. As análises disponíveis tendem a apontar para explicações naturais, como teias produzidas por aranhas que se deslocam em massa transportadas pelo vento, ou outros materiais atmosféricos. A dificuldade é que o material costuma dissolver-se ou desaparecer rapidamente, dificultando estudos conclusivos.
O caso de Évora manteve-se, por isso, num interessante território intermédio. Para os ufólogos, representa um dos raros episódios nacionais com uma componente material e testemunhas credíveis. Para os céticos, é um bom exemplo de como fenómenos naturais raros podem, à falta de explicação imediata, ser associados a objetos voadores não identificados.
Mais de seis décadas depois, o episódio continua a ser citado em qualquer história da ufologia portuguesa e a alimentar a curiosidade de quem se interessa pelo tema. Conheces outros avistamentos históricos em Portugal? Contribui para o arquivo do Portugal Paranormal na secção OVNIs.
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