Partilhamos mais um relato enviado pela nossa comunidade — uma experiência que a autora garante ser verdadeira e que ainda hoje lhe arrepia a pele ao recordar.
"Quando o meu filho nasceu, comprámos um daqueles intercomunicadores com câmara para vigiar o quarto dele à noite. Nas primeiras semanas correu tudo normal. O problema começou por volta do segundo mês.
Uma noite, o aparelho começou a captar sons estranhos vindos do quarto do bebé, que estava a dormir. Não era o choro dele. Era uma voz baixa, de mulher, como se alguém estivesse a cantar-lhe uma canção de embalar muito devagar. Acordei o meu marido e fomos os dois a correr ao quarto. Estava tudo em silêncio, o bebé dormia tranquilo, e não havia ninguém.
Voltámos para a cama, nervosos, mas convencidos de que tinha sido interferência de outro aparelho, como às vezes acontece com estes intercomunicadores. Só que se repetiu. Várias vezes, sempre a mesma voz suave, sempre a mesma melodia, sempre a parar assim que entrávamos no quarto.
O mais estranho aconteceu quando contei à minha mãe. Ela empalideceu. A melodia que eu tentei cantar era a mesma que a minha avó, já falecida havia anos, cantava aos filhos e netos. Uma canção antiga, da terra dela, que eu nunca tinha ouvido porque a minha avó morreu antes de eu ser mãe."
Relatos como este são o coração do Portugal Paranormal. Sabemos que os intercomunicadores captam facilmente frequências de outros aparelhos, e que a memória e a emoção podem enganar-nos. Mas há detalhes, como a melodia reconhecida, que resistem às explicações fáceis e ficam connosco.
Já viveste algo parecido, com aparelhos eletrónicos ou vozes inexplicáveis? Partilha o teu relato — anónimo, se preferires — e ajuda a construir o maior arquivo de casos reais em português.
0 respostas
Ainda ninguém respondeu. Sê a primeira pessoa a comentar.
Entra para responder a este relato.