A viagem no tempo é um dos sonhos mais antigos e recorrentes da imaginação humana. Da literatura ao cinema, fascina-nos a ideia de visitar o passado ou espreitar o futuro. Mas o que dizem realmente a ciência e a física sobre esta possibilidade? E onde é que a realidade termina e começa a ficção?
Curioso é que, ao contrário do que se possa pensar, viajar para o futuro é, num sentido muito preciso, possível — e já foi demonstrado. A teoria da relatividade de Einstein mostrou que o tempo não é absoluto: passa mais devagar para quem se move a grande velocidade ou está sob um campo gravitacional intenso. Astronautas que passam longos períodos em órbita regressam, literalmente, uma fração de segundo "mais novos" do que estariam na Terra. É uma viagem ao futuro, ainda que ínfima.
O verdadeiro problema é a viagem ao passado. A física teórica admite soluções matemáticas que, em princípio, permitiriam curvar o tempo sobre si mesmo, envolvendo conceitos como buracos de verme e curvas fechadas no espaço-tempo. Contudo, estas soluções exigem condições extremas — como formas exóticas de matéria com propriedades que talvez nem existam — e esbarram em paradoxos que continuam a intrigar os cientistas.
O mais famoso é o "paradoxo do avô": se voltasses ao passado e impedisses o nascimento de um antepassado, deixarias de existir e, portanto, não poderias ter viajado. Os físicos propõem várias soluções teóricas, desde universos paralelos a princípios que impediriam qualquer alteração do passado, mas nada disto passa, por enquanto, do domínio da especulação.
Apesar de recorrentes relatos populares de "viajantes do tempo" e de alegadas anomalias temporais, nenhum resistiu a uma verificação séria. Estes casos pertencem, até prova em contrário, ao território das lendas modernas e da desinformação.
A viagem no tempo continua, assim, a habitar uma fronteira fascinante entre a ciência de ponta e a ficção. O que pensas sobre o tema? Debate connosco na secção Viagem no Tempo do Portugal Paranormal.
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